quinta-feira, 26 de Novembro de 2009

Pequeno Grande Homem


Antes de tudo... Esqueçam as três postagem semanais. Pelo menos por enquanto – esse final de ano está uma loucura, e as coisas só tendem a piorar. Não quero atrasar tudo por aqui como antes, mas não vou prometer o que não posso cumprir. Já dizia um filósofo escocês: "Antes prometer uma postagem e conseguir fazer duas, do que prometer três e não fazer nenhuma". Espera, acho que não foi um filósofo escocês... Ah, não importa!


Acordou tarde. Afinal, era sábado, e vida na 3ª série pode ser muito, muito cansativa. Já não era mais hora do café da manhã – nome o qual não entendia, já que tomava um copo de leite, e seus pais, suco com torradas –, então teria que esperar até a hora do almoço. Resolveu ir na cozinha de qualquer jeito, para ver se conseguia um pacote de bolacha recheada com o poder de seus olhos arregalados, e, ao chegar perto, ouviu seus pais discutindo. Seu pai teve a ideia de fazer churrasco para o almoço, e sua mãe estava reclamando que ela passava trabalho demais fazendo as saladas e trazendo os temperos, enquanto o pai "só assava a carne". Ele também não entendeu, já que sua mãe era a única que comia as saladas.

Percebeu os humores alterados, e achou que não era uma boa hora para tentar comer biscoitos fora de hora. Foi para a sala tentar ver TV, mas com o sinal de cabo cortado por causa de um tal de Pagão (que devia ser muito mal, já que deixou sua casa no escuro na outra semana), a programação não era muito variada. Resolveu fazer coisas que não tinham sentido: arrumar a cama que ele desarrumava todos os dias, escovar os dentes que ele iria sujar dali a pouco, e tomar banho. Ao menos tomar banho era divertido: o Barney lambia seus pés quando ele saia do banheiro. Se perguntou por que o Barney só tomava banho uma vez por semana... Ah, às vezes ele gostaria de ser um cachorro.

Decidiu caprichar. Arrumou a cama de seus pais (ou ao menos pensou ter arrumado) e passou tanto gel que seus cabelos pareciam as cerdas da vassoura nova. Depois de se vestir, pegou Barney (que tinha acabado de rolar na areia) no colo, e foi para a sala da churrasqueira ver o que seu pai estava fazendo. Encontrou-o no telefone conversando com seu irmão mais velho, que estava pedindo dinheiro emprestado. Seu irmão era o máximo: morava sozinho, então podia ficar sem tomar banho e comer biscoitos quando quisesse. Só a parte de trabalhar o incomodava: seus pais sumiam 8 horas por dia "para ir trabalhar", e voltavam estressados e com mais olheiras do que tinham quando acordavam.

Enquanto seu pai conversava, olhou os porta-retratos que ficavam em cima de uma cristaleira. Viu sua mãe grávida, e achava engraçado ter saído dali de dentro. Só não sabia como tinha entrado. Seu pai o carregava atrás da nuca em uma das fotos, enquanto sua mãe o embalava no balanço em outra. Viu sua formatura da pré-escola, e se sentiu grande. Já não usava fraldas, cortava as unhas sozinho e sabia o caminho para a escola e o supermercado.

– Pai, eu quero morar sozinho!

quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

Turbulência


Contam-se os dias para a chegada do tão temido Último Ano. Contam-se os décimos para saber se estarei apto a cursar Último Ano. Contam-se as horas para a minha próxima apresentação (musical, ao menos), em plena Mostra de Produção Universitária. Contam-se as semanas em que a minha cabeça não para de funcionar, inviabilizando qualquer vestígio de postagem. Contam-se as moedas para controlar os meus gastos, que por enquanto ainda são bem poucos. Incontáveis são as vezes em que eu parei para pensar sobre tudo isso.


O problema talvez seja organização. Não me falta tempo; eu só não sei como gerenciá-lo. Ou talvez saiba, no campo utópico e colorido da teoria. Como todo futuro engenheiro, sei que a prática tem grande importância, e portanto isso não basta. E me cansa perceber que eu sei como fazer certas coisas, mas não consigo ou fujo de aplicá-las. Tenho melhorado muito, é verdade, mas não me basta. E isso é um dos rastros de pólvora que pode fazer minha cabeça explodir.

Vai ver, eu só preciso de umas férias. Arejar a cabeça, extrair cirurgicamente cada preocupação que orbita meus pensamentos. Ter não tempo, mas disposição para dar cabo do meu estoque de livros, e me sentir menos culpado na aquisição dos próximos. Ter calma para analisar os caminhos que aparecem à minha frente, e liberdade para poder escolher entre o que me parecer mais certo. Tranquilidade para poder escolher o caminho errado, e então recomeçar – pois nem para isso tempo me falta.

Quero mais que férias da faculdade, férias do trabalho: quero férias da vida. Chegou o momento em que quero fazer minhas próprias escolhas, e que ainda preciso de conselhos e um norte, mas não sempre; às vezes, o apoio é tudo o que se precisa. O resto é interferência.


A minha mente anda com os circuitos em overclock, ponderando sobre cada aspecto do meu futuro. Futuro a curto, médio e longo prazo: todos me preocupam, e todos exigem de mim decisões. Importantes, incisivas e instantâneas. O futuro a curto prazo é mais fácil de resolver; tratemos o médio: crescer um pouco mais minha base enquanto posso, ou sair do ninho e cavar a própria independência?

quarta-feira, 14 de Outubro de 2009

A Arte dos Trabalhos Acadêmicos


Todo estudante universitário é um artista e, portanto, cada trabalho feito por ele é uma obra de arte. Mais que uma obra de arte, cada trabalho acadêmico é um processo complexo onde todo o foco e atenção são necessários para este ser bem-sucedido. Por trás das xícaras de café, mudanças de data e desculpas esfarrapadas, existe uma lógica e uma sequência de ações bem definida, e é essa estrutura que eu mostro agora, passo a passo:


I. O Planejamento

Antes de fazer qualquer coisa, um bom profissional em qualquer área planeja o curso de suas ações, e com o estudante não poderia ser diferente. A primeira coisa é acertar a data do trabalho. A partir desse marco inicial, organiza-se a agenda até esse dia. A agenda deve ser preenchida encaixando-se os horários de maneira eficiente, e com tal precisão que não sobre tempo nenhum para fazer o trabalho... ao menos até a véspera da data-limite. Aqui, vale tudo: lanche no shopping, ajudar a mãe em casa, visita à tia com quem você não tem contato há anos, e até o jogo do Palmeiras. Mesmo que você não seja palmeirense. Na verdade, você nem precisa gostar de futebol.

Se te chamarem para sair, aceite sem pensar. Se não te chamarem, seja compreensivo, e convide. Se tiver mais de uma opção ao mesmo horário, marque as duas – assim, caso alguma delas seja cancelada, você não corre o risco de ter de ir para casa e fazer o trabalho. Se faltarem opções, a internet for cortada, e você estiver sem imaginação, durma: isso nunca falha.


II. A Execução

Se o primeiro passo foi realizado corretamente, o único tempo que sobrou para fazer o trabalho é a noite (e, com sorte, o fim da tarde) do dia da véspera. A essa altura, o nervosismo pelo prazo estourando está dominando o seu corpo. Esse é o segredo: esse nervosismo gera adrenalina, que acelera o metabolismo. Coração a mil, músculos mais relaxados, cérebro alerta. E, é claro, uma térmica de café e biscoitos, só para garantir.

A pesquisa de duas semanas é feita em duas horas. O desenvolvimento demorado da solução é psicografado em minutos, e nessa hora vale uma ajudinha da Wikipedia. Gradativamente, o relaxamento dos músculos é substituido pelo cansaço físico e mental, e o nervosismo, por nervos à flor da pele mesmo. Ao chegar a esse ponto, você tem dois estados possíveis: trabalho completo, ou trabalho incompleto. E é o segundo caso que nos leva ao próximo item...


III. O Plano B

Muitas vezes, fazer o trabalho na véspera dá certo. Infelizmente, isso nem sempre acontece, e aí chega a hora da criatividade. Se boa parte da turma está na mesma situação, é possível pedir um adiamento do prazo. Caso contrário, é hora de improvisar: copiar descaradamente outro trabalho, ou mesmo de alguma página na Web; completar o trabalho com receitas de bolo e manuais de instruções (e rezar para que o professor não leia); ou mesmo entregar tudo do jeito que está, e ser muito bom para enrolar na explicação. Pena que não se pode mais pegar um disquete estragado, e dizer que ele desmagnetizou no meio do caminho...


Estudante é um artista. Organiza seus horários totalmente contra a lógica, usa o máximo de sua criatividade para fazer os trabalhos, e dá aulas de interpretação na hora de pedir novos prazos. Atire a primeira pedra quem nunca se utilizou da Arte da Enrolação!

quinta-feira, 8 de Outubro de 2009

Anos Incríveis


Os anos 80. Ah, os anos 80... Incrível como essa época provoca suspiros em cadeia quando é mencionada. Muitos viveram nela, e muitos tem boas lembranças de lá: a explosão musical, os clássicos, a infância, a década do experimentalismo. Da mesma forma, as correntes do tipo DNA (Data de Nascimento Antiga) cultuam coisas de um pouco mais além, onde a TV era em preto-e-branco e o rock and roll dava os seus primeiros passos. Eu, como bom nostálgico, normalmente me comovo com esse tipo de coisa.

Acontece que eu não vivi isso. Eu nem tinha começado a falar quando Cazuza e Freddie Mercury se foram. Os Chili Peppers já estavam com o Frusciante quando eu comecei a ouvir. Nunca vi os Beatles juntos, nem conheci o primeiro guitarrista dos Rolling Stones. Nunca vi Nacional Kid e, quando vi Astro Boy, já estava remasterizado e em cores. Changeman, para mim, é estória, e só vi o primeiro Jaspion em revistas. Conheci a ditadura nos livros de História, assim como o Diretas Já e os caras-pintadas (que, para uma criança, eram apenas índios). Fofão e Topo Gigio são "lendas" que escutei da minha mãe, e Caverna do Dragão já era retrô quando eu assistia.



Eu vivi os anos 90. Acordava bem cedo para ver os desenhos da Vovó Mafalda, e aprender a experiência do dia no Eliana e Cia (antes de virar "Bom Dia e Cia", e perder a graça com a saída da Eliana). No Sábado Animado, eu não perdia O Fantástico Mundo de Bobby. Via Ursinhos Carinhosos, Fly, e os mesmos episódios repetidos de Dragon Ball e Cavalo de Fogo. Na Manchete, acordava cedo para ver Samurai Warriors e Maskman, e chegava em casa do colégio correndo para ver Cavaleiros do Zodíaco e Yu Yu Hakusho. Eu cantava em embromation o tema de fechamento do Capitão Planeta, e o "Keep on shining/Keep on shooting" da abertura de Shurato virava "E com Jaime/E com Judy". Cresci vendo Thundercats, Silverhawks e Os Seis Biônicos. Alguém se lembra de Os Jovens Guerreiros Tatuados de Beverly Hills?

Quando surgiu a TV a cabo, fiquei curioso. Quando instalaram ela na minha casa, foi amor à primeira vista. Eu solucionava os mistérios do Fantasma Escritor, e aprendia os origamis nos intervalos do Discovery Kids. Assistia O Máskara e Ace Ventura; morria de rir com Freakazoid e Pinky e Cérebro; via O Mago e Oggy e as Baratas sem saber que eram canadenses. Acompanhei gerações e gerações de Power Rangers (e semelhantes, como Beetleborgs). Quando minha aula passou para a manhã, acordava às 6:30 só para ver A Tartaruga Touché. Meu sábado de manhã mudou para Big Bag e As Trigêmeas – e um pouco de Super Mario World no SNES, é claro.



Passava as férias na praia jogando taco com as vizinhas. Arrebentei algumas Molas Malucas, e vi meus tios ficarem com hematomas por brincarem com o meu bate-bate. Tinha um mini-pescaria com ímã, e achava o Aquaplay o máximo. Tive um tênis que acendia luz nos calcanhares, e construi aviões com os palitinhos de Frutilly. Meu dindo teve um Startac e meu irmão, um Tamagotchi. Lia a Veja Kid+, e a Contigo Kids quando ainda vinha dentro da Contigo. Entrei na febre Pokémon e, logo em seguida, na Digimon também. Perdi a conta de quantas miniaturas eu tive de cada um. Meu trauma de adolescência foi descobrir que a minha mãe doou meus Lego para um orfanato.

Assisti O Rei Leão e O Corcunda de Notre Dame no cinema. Nas minhas esperas dentro de um carro estacionado, enrolava em bom portunhol "No Te Preocupes", do El Simbolo, e fiquei marcado por "I Live My Life for You", do Firehouse. Vi o Skank se tornar a banda favorita da minha infância, e o J. Quest mudar de nome por medo de violação de direitos autorais. Presenciei um festival de novelas mexicanas (na TV, e não no Senado), sendo a metade delas estreladas pela Thalia, e com "Maria" no título. Era apaixonado pela Mili das Chiquititas, e fiquei triste quando ela teve que sair do X-Tudo.




X-Tudo? Viva a TV Cultura! Acho que ela é um capítulo a parte na minha infância. Dificilmente algo vai me marcar tanto, e em tantas áreas (é, talvez eu seja um nerd). Aprendi com O Professor, ouvia as estorinhas do Babar, e me perguntava como faziam para colocar os rostos nos peixes de Glub Glub. Imaginava como construir uma engenhoca como a da abertura de Rá-Tim-Bum, e cantava as musiquinhas do Castelo Rá-Tim-Bum. ♪ Lava uma mão, lava outra, lava uma...



Colecionei os jogos de cartas do Nestlé Surpresa e os brinquedos do Kinder Ovo (no tempo que ainda era 50 centavos). Nunca tive um ioiô da Coca-Cola, nem sei dar uma "volta ao mundo"; mas tive algumas garrafinhas, e muitos gelocósmicos. Chupava Push Pops sem a mínima maldade, assim como os pirulitos-chupeta. Bebi Mirinda laranja e uva, 7Up e refrigerantes Diet. Comi pão com Cremucho, e com Iô Iô Crem. Sou do tempo em que o Nesquick ainda era Quick, e que o Stickadinho ainda era Stick.

Vi as boy bands e girl bands surgirem, e irem embora. Vi a Xuxa em sua melhor época apresentar dois programas diferentes. Ah sim, eu morria de medo do Baixo Astral em "Lua de Cristal". Vi pessoas correndo de "monstros" ao fazerem a escolha errada na Porta dos Desesperados. Lembro do tema de Fera Ferida, e dos mistérios de A Indomada e A Próxima Vítima. Apanhei anos para a internet discada antes de ver a ADSL surgir. Naquele tempo, o YouTube não daria certo...


Eu vivi os anos 90, e me orgulho disso. Vi muitas coisas surgirem, outras desaparecerem, e outras evoluírem. Aproveitei a minha infância ao máximo, e ainda sou meio criança até hoje. Ao escrever isso, me lembrei de tanta coisa que a nostalgia bateu muito forte; e nem de longe consegui colocar tudo sobre o que me lembrei. E é por isso que eu grito aos quatro ventos: eu amo os anos 90!



* Nota: Eu ainda não me perdoei por ter esquecido de mencionar Cocoricó e O Mundo de Beakman. E acabei de ser lembrado dos Mamonas Assassinas.

segunda-feira, 5 de Outubro de 2009

Distração para 2016


Numa roda de amigos em um bar – engraçado como quase todos os assuntos acabam surgindo nesse tipo de ambiente –, me perguntaram se eu era contra ou a favor de o Brasil (representado pelo Rio) sediar os Jogos Olímpicos de 2016. Não que a minha opinião miserável tenha o poder de mudar a decisão do COI; meus amigos se interessam por ela, e isso basta. Contra todas as expectativas, a minha resposta foi um sonoro "Sim!".


Pera, um "sim" foi contra as expectativas? E toda aquela euforia do povo brasileiro, com comemoração até em Salvador?


Talvez seja estranho, para quem vê isso de fora do Brasil (e eu diria até para muitos aqui de dentro, mesmo). A questão é que eu não gosto dos efeitos colaterais que esse tipo de evento causa no povo brasileiro. Mais exatamente, não gosto do poder que eles têm de causar desatenção nas pessoas, por aqui. Parece que, quando começa uma Copa ou Pan Americano, abre-se uma brecha no tempo e espaço, e todo o resto é deixado de lado em favor das competições. Nada mal ser um país aficionado por esportes; agora, esquecer as crises internas e desvios gigantescos de capital público durante esses períodos (e como "o povo tem memória curta", provavelmente nem serão lembrados depois) e algo a se preocupar.

Essa desconfiança minha já vem de longe. Ainda estava no ensino fundamental quando, ao assistir um discurso do Jorge Kajuru na televisão, conclui que a época de Copa do Mundo fazia as pessoas se esquecerem dos furos na política, e que os engravatados mal-intencionados muitas vezes utilizavam-se disso em seu favor. Comentei isso no colégio, e riram da minha cara. Por algum motivo, nenhum deles mais ri disso...

Não me levem a mal. Adoro esportes, principalmente o futebol (que preciso urgentemente aprender a jogar melhor), mas amo o meu país acima de tudo. E, se sediar um evento esportivo pode prejudicá-lo, talvez não seja tão bom assim. O meu medo é que, agora que o evento é sediado no país – e vem acompanhado, de brinde, pela Copa dois anos antes –, essa alienação se intensifique, totalmente domada pela euforia mencionada acima. Estamos em uma época de conflitos políticos internos muito intensa, coroada com novas CPIs e fraudes a cada semana, e se esquecer de tudo isso como num passe de mágica pode ser bem preocupante. Resta saber se essa confusão política vai continuar até lá.

Outra coisa que preocupa é a quantidade de dinheiro investido. O Brasil está preparado para isso, li alguém se pronunciar. Para isso, e para formar um Exército Defensivo em Favor do Pré-Sal, pelo jeito. Dentre gastos com estádios, aviões suecos e publicidade, eu espero que ainda sobre uma fatia do bolo para os problemas sociais e econômicos de quem está financiando tudo isso.

Até agora só mostrei argumentos contra a minha resposta, e até por isso eu disse que ela foi "contra as expectativas". O que me fez dizer que sim foi um ponto partido do meu último argumento: com um orçamento de gastos tão abundantes, me resta acreditar que alguns deles serão destinados a melhorias nas condições de vida da população, nem que seja a que vive próxima aos locais dos jogos e concentrações. Porque, já que não fazem muita coisa por bem, pelo menos que façam para gringo ver...

sexta-feira, 2 de Outubro de 2009

Semana da Faxina - Parte V (A Viagem)

Segunda-feira (As Regras) | Terça-feira (A Carta) | Quarta-feira (Os Selos)
Quinta-feira (Os Outros Selos) | Sexta-feira (A Viagem)


Último dia da Semana da Faxina. E, pra encerrar com chave de ouro essa semana de pagar o que estava devendo, posto aqui algo que já prometi desde o final de julho: fotos da viagem a Bento Gonçalves. Dos 5 dias que passei lá, fiquei devendo o relatório do último, que certamente foi um dos melhores – se não foi o melhor. Ah, para quem não sabe, minha visita até lá foi acadêmica: participar do CSBC (Congresso da Sociedade Brasileira de Computação), e direcionar minha cabeça finalmente no rumo da Inteligência Artificial.

No último dia, quase não se teve nada do evento. À tarde, não havia palestras, então aproveitamos para fazer um dos passeios da cidade: a excursão para o Vale dos Vinhedos. Como já estava paga e reservada, foi só partir para o abraço. Um micro-ônibus cheios de turistas, um guia com sotaque carregado, um microfone que não funcionava direito. Não importa: só a paisagem do lugar valia a visita, e as degustações também ajudaram a compensar.

A rota foi: Miolo (a única com degustração paga, porém abatível nas compras), Valduga (localizada em um pequeno castelo de encher os olhos) e Marco Luigi (de menor porte, mas com uma qualidade impressionante). Entre queijos, vinhos, sucos e espumantes, lá se foi o resto do meu dinheiro – e, quando cheguei à Marco Luigi, estava quebrado e me martirizo até hoje por não poder comprar uma espumante que eu tomei.

Na frente dessa mesma Marco Luigi foi onde eu tive a melhor vista do dia, e tirei algumas fotos. Como a qualidade de câmera de celular não é lá essas coisas, não vão conseguir reproduzir bem as imagens que ficaram na minha memória. De qualquer jeito, quebram o galho, então aqui seguem algumas amostras* dos meus cinco dias na Capital Nacional do Vinho:


Pórtico da Cidade


Pousada onde a gente ficou


Centro de Eventos de Bento Gonçalves - Pavilhão do Evento


Painel dentro dos pavilhões do evento


Saguão antes...


...E na hora do Coffee Break.


Só dava a FURG na volta da mesa


Chafariz de água com corante vinho


50 computadores, 50 ocupados.


Antes da festa oficial do evento


Beba com moderação. (É sério, vocês não sabem o preço da cerveja!)


A melhor safra dos últimos 50 anos (Vinícola Miolo)


Vinícola Valduga


Vista na frente da vinícola Marco Luigi


Acho que finalmente não devo mais nada por aqui. Agora, é retomar a rotina normal de postagens, e não falhar mais nenhum dia. Desafio? Talvez, mas eu tenho que tentar (e vocês, que me cobrar). Apesar de cansativo, foi bom postar durante toda a semana. Quero repetir isso... Só que não tão cedo. Enquanto isso, sigo com as 3 postagens semanais.

E a próxima? Só segunda-feira!



*Créditos ao Felipe por boa parte das fotos.

quinta-feira, 1 de Outubro de 2009

Semana da Faxina - Parte IV (Os Outros Selos)

Segunda-feira (As Regras) | Terça-feira (A Carta) | Quarta-feira (Os Selos)
Quinta-feira (Os Outros Selos) | Sexta-feira (?)


Hora de postar os selos que faltam. Esses três que eu deixei por último são selos um pouco diferentes dos outros, com um quê de originalidade. Coincidentemente, os três foram mandados para mim pela Déia, sempre através do Depois do Divã. E, à Déia, eu só tenho a agradecer: por sempre me acompanhar, e me dar confiança para continuar postando; por se fazer presente, e se tornar realmente uma amiga por aqui; e por suas ideias e textos que já me fizeram criticar a minha própria maneira de pensar, expostos em seu blog.

Uma salva de palmas para a Déia. Ela merece, ela merece!


Lemonade

Regras :

1. Colocar o logo em seu blog ou post;
2. Escolher no mínimo dez blogs que demonstram grande atitude ou pelos quais você tem gratidão;
3. Certificar-se de que publicou os links de seus nomeados em seu post;
4. Informá-los de que receberam este prêmio, comentando em seus blogs;
5. Partilhar o carinho, publicando os links deste post e da pessoa de quem você recebeu o prêmio.

Como este selo é um selo de gratidão, acho que ele tem um peso um pouco maior, e agradecer, com ele, a quem nos fez crescer de alguma forma, seja aqui, seja no "mundo real".

Meus 10 blogs seguem:

1) Déia (Depois do Divã): Se é de gratidão que estamos falando, é claro que o selo tem que voltar! A quem me acompanha desde quando meu blog deixava de ser um "fundo de quintal";
2) Shintoni (Duelos Literários): Me achou do nada, e me convidou para participar de um dos lugares mais inspirados da blogosfera. Quem visita o Duelos, sabe que muita coisa boa aparece por lá;
3) Antônio (Cova do Urso): Um português muito simpático, com uma grande espiritualidade, e uma enorme paciência para responder comentários. Dono de palavras sábias, já divulgou meu blog algumas vezes até;
4) Lekka (A Cribcaged Mind): Quando eu estava engatinhando aqui nas postagens, ela deu comigo os meus primeiros passos. Tinha sumido, vai publicar um livro, e finalmente está voltando à ativa;
5) Guidão (One With the Waves): Assim como a Lekka, me acompanhou quase desde o início. Mas, ao contrário dela, tem um estilo bem diferente do meu, o que torna as coisas bem interessantes (e me tira da monotonia de ler sempre o mesmo). Apesar de me chamar de "mestre", ele tem muitos méritos, e uma ótima criatividade. Vai que é tua, Guidão;
6) Hakim (A Flor do Sul): Uma alma pura, um coração bom, uma pessoa a se admirar. Já passou por maus bocados, e finalmente parece estar dando a volta por cima. Esta indicação é só uma pequena maneira de relembrar que ele tem sempre o meu apoio;
7 a 10) Deixo aqui em aberto, para 4 pessoas que tenham a quem agradecer, e desejem fazer isso desta forma.


É bom saber que você está aí...

Criação da Déia – ou seja, recebi em primeira mão –, é destinado às pessoas que adoram ler e responder os comentários que recebem. Sem dúvida nenhuma, é o meu caso: afinal, de que valeria um blog sem alguém para ler?

Regrinhas :
1) Postar o blog que te indicou;
2) Escrever qual o significado dos comentários que seus amigos fazem em suas postagens;
3) Indicar 6 blogs (de preferência, daquelas pessoas que você corre nas suas postagens para ver se ela comentou).

O que é receber comentários para mim? É saber que o que eu escrevo não é em vão. É perceber que alguém doa um pouco de seu tempo para absorver as ideias que compartilho, para conhecer o pouco de mim que deixo exposto em minhas palavras. É ver que, além disso, esse alguém tem algo a dizer sobre os meus pensamentos – concordando, discordando, ou simplesmente tendo conclusões secundárias, acaba sendo uma forma de comunicação. É ensinar o pouco que sei aos que não passaram pelo que passei, e aprender o muito que me falta com os que passaram por mais que eu. Comentários vindos de amigos, não importa o tamanho ou a posição, são sempre bem-vindos.

Indicando:

1) Shintoni (Duelos Literários): De novo, sim. Gerenciar dezenas de postagens alheias todos os dias, e ler os comentários de todas elas, não é tarefa para qualquer um;
2) Antônio (Cova do Urso): De novo, sim, esse também. É um dos blogueiros mais atenciosos ao seu público, e foi nele que me inspirei na nova abordagem de gerenciar os comentários;
3) Érica (Treze Vidas): Sem dúvida é uma daquelas pessoas que eu corro para ver se comentou o meu texto, apesar de acabar me xingando em metade das vezes. Trasta, esse é teu;
4) André (Borda do Mundo 2): Mais pano para a manga da Valquíria (piada não muito interna). Comentários imprevisíveis, e textos mais imprevisíveis ainda;
5) Hakim (A Flor do Sul): Nem sempre fala; mas, quando fala, fala bonito. Mais do que mostrar sua opinião, ele consegue dar pontos de vistas diferentes em seus comentários, que me fazem pensar;
6) Alexandra (sem blog): Eu sei que era pra indicar 6 blogs, mas... A Xanda merece! Se tornou uma das (se não a mais) comentadoras mais frequentes do meu cantinho, além de ser uma amiga "de carne e osso" que vale mais que chocolate :). Consegue variar entre o tom sério e o deboche tão bem quanto... Eu? hauhauhahauhaua


Campanha do Cartão Vermelho

“Cada um deve fazer uma listinha com 10 escolhidos para dar o cartão vermelho. Pode ser uma pessoa, uma atitude, enfim, tudo aquilo que, de alguma forma, nos incomoda - se quiser e precisar, dê uma justificativa breve. Após fazer isso, passe a bola para mais cinco blogueiros e vamos ver no que dá…”

Dou cartão vermelho para:

1) A derrota do Grêmio pelo Goiás no domingo (não dá pra perder assim!);
2) A minha troca de horários de sono, que vem me atrapalhando;
3) Os espertinhos que roubaram a prova do ENEM, e que vão atrasar a vida de muitos estudantes;
4) Os árbitros que interferem em resultados, tirando toda a graça de um esporte lindo como o futebol;
5) As pessoas que se julgam mais inteligentes que as outras, por achar que só o seu tipo de conhecimento é válido;
6) A maneira fria com que os políticos tratam pessoas como se fossem objetos descartáveis, em favor de seus interesses;
7) Os canalhas que eu conheço, de ambos os sexos, que acham que botar chifre na cabeça do parceiro é como presentear com uma joia;
8) A minha garganta, que não está totalmente sã desde metade de fevereiro;
9) A facilidade com que certas pessoas dissimulam, achando que todos vão comprar a sua imagem;
10) A indiferença com que vemos a miséria que está escancarada à nossa porta, muitas vezes literalmente.

Encaminho o cartão para:

1) Carol (Una Cucaracha);
2) Érica (Treze Vidas);
3) Vivian (A Língua Nervosa);
4) Debby (Escrever é um bálsamo);
5) Felipe (Silogismo Natural).


É, acho que postei todos os selos atrasados. Amanhã, o quinto e último dia da Semana da Faxina: A Viagem.